Para abrir os serviços temos o prazer de publicar a entrevista com o escritor, músico e educador Marcelo Maluf. Parte da inspiração para este seção vem do delicioso Labirintos no sótão, blog de sua autoria.
Marcelo Maluf é escritor, músico e professor de comunicação do Instituto Criar de TV, cinema e novas mídias. Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Escreveu as novelas infanto-juvenis: “Meu pai sabe voar” (FTD, 2009) em parceria com Daniela Pinotti, “Jorge do Pântano que fica logo Ali” (2008) também pela FTD. Organizou a antologia de contos infanto-juvenis “Era uma vez para Sempre” (Editora Terracota, 2009). Mantém desde 2006 o blog: www.labirintosnosotao.com
1. O que é jogo?
R. Jogo para mim é experiência. O jogo é capaz de conter em si a ordem, a regra, o caminho, a direção, a busca. Assim como, pode conter o lazer, o prazer, a entrega, a liberdade, o divertimento, o devanear. O jogo tem o poder de nos libertar da rotina. É uma metáfora profunda, poética e lúdica da nossa existência, criada pelos homens e pelos deuses. Nesse sentido, a experiência do jogo se aproxima para mim do sagrado.
2. Seu jogo favorito:
R. É um jogo surrealista chamado “cadáver esquisito”. Trata-se de um exercício literário que subverte completamente o discurso lógico e convencional.
3. Qual o espaço que o jogo ocupa na sua vida?
R. Uso o jogo em meu trabalho como escritor e educador. Exercícios e jogos de criação. Posso dizer que nesse sentido o jogo é um elemento importante em meu cotidiano.
4: Um jogo muito esquisito:
R. Boxe.
5: Um craque que transformou o jogo:
R. André Breton.
6. Quem você expulsaria de campo?
R. Os jogos de azar.
7. Uma estréia inesquecível:
R. O livro de estréia do poeta-jogador Carlos Drummond de Andrade, “Alguma Poesia”. Neste livro está o clássico poema-jogo “No meio do caminho”. O jogo entre o real/concreto e o universo interno/existencial do poeta, a pedra imóvel no chão como experiência visual/lúdica. Jogo sem fim, onde jogador e pedra se fundem.
8. Esta pergunta é definida por um dado. Ele pediu que você: defina um às.
R. O Ás é a essência, é o começo de tudo. É o que guarda e revela.
9. Tem jogo na arte ou tem arte no jogo?
R. Sem dúvida; existe jogo na arte e arte no jogo. Mas depende do jogo, da arte e do jogador para que isso aconteça.
10. O jogo na educação é:
R. O caminho meândrico, misterioso, fascinante e necessário para a comunhão dos saberes.
11. Pergunta-coringa:
Marcelo, quem você chamaria à mesa para jogar contigo?
R. Eu convidaria o escritor e educador italiano Gianni Rodari.




Gentil, suave, bonito; em palavras, nos pensamentos.
Parabéns ao grupo por terem escolhido o Marcelo, pessoa ímpar num jogo.
Abraços Dobrados,
Tereza
Tem toda razão!
Abraços
Marcelinho, grande entrevista para inaugurar a sessão!
Valeu, irmão.
Beto
Fala querido e saudoso Maluf!
Já jogamos várias vezes com palavras e percepções da Arte.
Aguardo novos jogos!
grande abraço